Não é de hoje que venho afirmando insistentemente que há grande esforço dos meios midiáticos e acadêmicos para encobrir a verdade e escanteá-la para os porões da criminalidade.

Um dos instrumentos mais utilizados para a imposição da mentira e da fraude em escala global chama-se multiculturalismo, também conhecido por relativismo cultural ou antropologia cultural.

Segundo essa “magna” teoria, cada cultura é um sistema coerente fechado, que não pode ser analisado nem julgado por uma cultura externa a si. Assim, qualquer ato praticado no interior dessa “cultura”, por mais bárbaro, grotesco e desumano que seja, deve ser imediatamente absolvido pelos olhos do observador “imparcial”, “culto”, “bem informado”, e “civilizado”.

Contudo, os erros dessa teoria tão “bem intencionada” saltam às vistas:

Não se pode estudar uma cultura sem dela fazer um valor, pois o objetivo de qualquer estudo é saber se algo é bom ou se não é, portanto, não fazer valor sobre uma cultura estudada é impossível.

Por outra via, é hoje obrigatório dizer que não existe cultura superior, que todas são iguais, no entanto, isso já é um mandamento de valor, ou seja: é hoje um valor supremo advogar que todas as culturas são iguais e umas não há melhores do que as outras. Assim, os defensores dessa teoria relativista defendem aquilo que não praticam, e se não praticam o que defendem é porque o que defendem é uma fraude, por ser algo impossível de existir na realidade.

É evidente, límpido e cristalino: não se pode falar de uma cultura sem fazer juízo de valor a seu respeito, e não faz sentido estudar qualquer cultura que seja se não for para saber se ela é boa ou se não é.

Pelo próprio dom inato que recebemos de nascença, conseguimos saber que não é bom matar crianças deficientes, como o fazem tribos indígenas brasileiras da Amazônia, mas nós só sabemos disso porque fomos trazidos à consciência acerca da benção que é a vida humana pelos dados da nossa cultura ocidental judaico-cristã, que é superior à dos índios, e é superior porque é melhor, mais humana, mais próxima da verdade.

E assim chega-se à constatação da verdade que hoje é proibida de circular nos meios acadêmicos, científicos e midiáticos: a cultura ocidental é a mais perfeita e mais superior de todas as culturas que já existiram na história humana, e porque é baseada Naquele que veio para revelar a verdade. Cristo é o grande refutador do relativismo, como afirma o filósofo norte-americano Peter Kreeft, em conformidade com o Evangelho de João: Naquele tempo, Jesus disse a Tomé: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim.” (João, 14:6).

Algum estudioso ou metido a cientista pode vir querer a refutar as palavras de Cristo, mas é impossível, pois há confirmação histórica, arqueológica, científica, lógica, filosófica e teológica acerca da verdade do que ele fez e ensinou na terra, e evidências também empíricas de que tudo o que Ele disse é verdade. Essas evidências são os milagres presenciados por milhares de pessoas, assim como Sua ressurreição e os dons concedidos aos Apóstolos, as quais pelo princípio da múltipla e independente confirmação testemunhal são dados concretos da realidade palpável e imediata até mesmo do mundo físico.

De um lado, temos um relativismo fraudulento, inconsistente e impossível de existir na realidade, de outro uma revelação divina confirmada e atestada por milhares de testemunhas, apóstolos, santos e até mesmo cientistas.

Assim não fica difícil assumir que é preciso sim fazer juízo de valor acerca de culturas atrasadas, bárbaras e sanguinárias, como é o caso de certas tribos indígenas brasileiras que matam crianças inocentes e indefesas por motivos torpes e fúteis. Trata-se de uma cultura atrasada, bárbara e inferior.

Assim como é preciso apontar a indecência da atual cultura da morte, defendida pelo movimento abortista com verbas de grandes fundações internacionais multibilionárias, que querem promover controle de natalidade em países pobres, institucionalizando para isso a matança de bebês inocentes por meio da legalização do aborto. Trata-se de uma cultura atrasada, bárbara e inferior.

Assim como se deve apontar a barbárie praticada pelo Islã nos países governados pela sharia, ou lei islâmica, nos quais mulheres são apedrejadas em praça pública, homossexuais são enforcados, cristãos são barbaramente assassinados simplesmente por frequentarem suas igrejas. Trata-se de uma cultura atrasada e inferior.

A cultura ocidental fulcrada na ética judaico-cristã é a mais avançada do mundo, porque tem origem divina, e Deus mostra aos homens o que quer para a humanidade, e o que quer é que o homem seja moldado à sua imagem e semelhança, devendo pautar suas relações com o próximo pelo amor, perdão tolerância, caridade e defesa incondicional da vida, desde a concepção até à morte natural.

Culturas bárbaras, atrasadas e inferiores, como é o caso de certas tribos indígenas, dos movimentos abortistas e do islamismo, não se importam com o amor ao próximo nem com a defesa incondicional da vida: para eles o que importa é matar aqueles que os incomodam, que incomodam suas pretensões de gozar a vida hedonísticamente – e exatamente por isso é que são inferiores, inspiradas pelas trevas da ignorância, do desconhecimento e do primitivismo animalesco.

Nossa superioridade no ocidente se dá porque somos a única cultura do mundo que coloca o amor ao próximo antes de tudo, e que exercita a tolerância. Nossos inimigos, no entanto, ao perceberem isso, tentam nos atacar por dentro, nos fazendo abrir mão dos valores que nos são mais caros, os quais em nome da nossa própria tolerância nos faz abraçar o “multiculturalismo”, que consiste tão somente em uma CONDENAÇÃO DA NOSSA cultura e EXALTAÇÃO DAS DEMAIS, que são nada relativistas! E com isso, estamos a deixar de lado nossos valores fundamentais, o que está a provocar a nossa destruição gradativa e irreversível, e irá nos fazer “sumir do mapa” enquanto civilização.

Os nossos inimigos que querem nos impor o “multiculturalismo” e o relativismo cultural não são nada tolerantes nem relativistas: essa é uma prerrogativa de exclusividade do ocidente cristão, a tolerância. No entanto, se formos tolerantes demais sem apontar a verdade dos fatos, deixaremos o caminho livre para que se elimine do mapa a nossa civilização ocidental, que foi erigida a duras penas e encharcada pelo sangue de incontáveis mártires, de cuja memória estamos a fazer pouco e a desprezar seus grandes feitos. Continuemos a proceder dessa forma, e aí sim o mundo irá entrar numa verdadeira Idade das Trevas.

Afinal, relativismo cultural nos olhos dos outros é refresco. “Espertinhos” os defensores do relativismo e do multiculturalismo, não?