O estreitamento mental e espiritual do povo brasileiro na era petista tem sido tão avassalador que multidões de jovens não mais hesitam em deixar-se cooptar pelo “fascinante” mundo do crime. Até certo tempo atrás, essa imoral “opção de carreira” era muito distante do cenário mental e das aspirações de vida dos jovens brasileiros. Hoje a situação se inverteu, e o desejo de fazer parte do mundo do crime atinge até mais mulheres do que homens, pois muitas querem posar ao lado do “chefe da boca” ou do líder encarcerado de alguma poderosa facção criminosa.
Exemplifico essa triste realidade com um insólito caso policial, ocorrido no último final de semana, em frente a um presídio do interior paulista. Uma jovem foi presa com mais de um kilo de drogas alocadas dentro de seus orifícios cervicais. Cena grotesca? A situação ainda piora, e muito. Após ser informada de que seria encaminhada ao hospital para exame de raios-X, a jovem foi ainda mais sensata² do que as autoridades carcerárias, e já na sala de inspeção desentranhou as provas do crime, o que poupou algum sofrimento às pessoas que realmente precisavam usar o hospital. Não bastasse, a nova presidiária é mãe de duas crianças, uma de nove anos de idade e a outra de um ano e meio, que a acompanhava na “empreitada”. O desespero da pequenina criança frente ao inesperado sumiço da mãe, recolhida à penitenciária feminina da cidade vizinha, não é difícil de imaginar. O promotor que cuida do caso ainda cogita a hipótese de tornar definitiva a guarda da criança junto ao Conselho Tutelar³, caso descubra alguma ligação dos avós com o crime. Agora vamos imaginar a cabeça de uma criança que vai crescer com a memória de ter sido separada do pai, depois da mãe, e depois afastada dos avós para ser criada em meio à fria e impessoal atmosfera estatal de um descompromissado “Conselho Tutelar”?
Salta às vistas que essa atmosfera mental e espiritual que favorece  a adesão de tantos jovens brasileiros ao mundo do crime foi urdida pelo conluio entre os próceres do movimento revolucionário – do qual o PT é ainda o carro- chefe no Brasil – e os magnatas da grande imprensa, cujo principal “trabalho” é omitir os fatos mais relevantes acerca da criminalidade, ao mesmo tempo em que apoiam todo tipo de campanha espúria por legalização de drogas ou em defesa dos direitos dos encarcerados4”.

Um dos principais alvos da conjuração esquerdista é o sistema carcerário paulista “5, e outro é a “corrupção”6, para que se desvie o foco do maior problema brasileiro: 70 mil homicídios/ano, taxa sete vezes superior à do Iraque, país em situação de guerra declarada.

A situação fática e mental do povo brasileiro na era petista, assim como tamanha inversão de valores, seriam algo difícil de imaginar até mesmo para artistas do calibre de Hieronymus Bosch e Dante Alhiguieri 8, que tão bem descreveram em suas obras as terríveis agruras e sofrimentos eternos do inferno. Por fim, este não é um texto de ficção.

 

Artigo publicado na edição n. 1 , ano I, de 20/01/2015, do Jornal Mídia Sem Máscara.
2 É igualmente aterrador que uma mulher nessa situação mostre maior sensatez que as autoridades, oque não a exime de suas culpas, mas exemplifica a confusão mental do brasileiro hodierno.
3 E assim o estado conquista a alma de mais uma criança, como resultado direto da política de destruição da família que tanto patrocina.
É fato que hoje os presidiários possuem muito mais direitos e privilégios do que qualquer pai de família honesto e trabalhador 
O Estado de São Paulo é responsável pela prisão de 40% da população carcerária do Brasil.
6 Esse é outro grande sucesso da estratégia revolucionária: ao canalizar a indignação popular para crimes contra o patrimônio, cria-se eloquente descaso quanto aos crimes contra a vida humana, ao mesmo tempo em que escancaram-se as portas para aceitação do genocídio e de assassinatos em massa.
7 Escritor, poeta e político italiano, viveu entre 1265 e 1321.
8 Pintor neerlandês, viveu entre 1450 e 1516.